domingo, 17 de junho de 2012

Cozinha “nose to tail”




Muitos vão dizer de supetão que nunca ouviram falar nesta tal cozinha nose to tail (algo traduzido como, da cabeça ao rabo). O termo francês e sofisticado é mais uma reinvenção gastronômica do que conhecemos por moela de galinha, pé de porco, fígado de pato e tantas partes de animais que podem parecer mais ou menos estranhos, dependendo da região.

A revista Época desta semana intitulou a matéria como “Pratos para quem têm estômago”. Oras, todos têm estômago, no sentido literal da palavra. Ainda comparou os pratos que levam estes ingredientes aos servidos no Programa No Limite, onde os participantes quase repeliam os alimentos de tanto nojo que sentiam. Poderia ter comparado ao programa Comidas Exóticas, apresentado pelo incrível Andrew Zimmer, que faz questão de mostrar no sinistro algo extremamente delicioso.

Nosso país é repleto de costumes e tradicionalismos. Desde que os barões descobriram que a feijoada servida aos escravos era uma iguaria, o prato passou a imperar na lista de restaurantes brasileiros abastados.
A onda agora é o nose to tail. O novo movimento ganhou força por ser ecologicamente correto. Prega que é falta de respeito e desperdício matar um animal e não aproveitar todas as suas partes. Faz parte deste cardápio, pratos que para nossa região são cotidianos, como a famosa buchada ou picadinho, agnoline ou o frango caipira recheado de miúdos de frango e até mesmo a feijoada que tem como ingredientes as partes menos “nobres do porco”. Lembro-me quando morei no México de enfrentar fila em uma taqueria para provar os tacos de ubre de vaca ou pagar caríssimo num restaurante para comer testículos recheados.  

Aproveitando o assunto e estimulando a ideia, deixo como sugestão um prato feito todos os anos pela minha vó no Natal. Nada de Peru ou Chester, ninguém abre mão do frango caipira recheado de miúdos de frango. É uma delícia. O sabor forte destes ingredientes deixa o prato mais saboroso. A receita conta com uma mistura de moela, coração e fígado com farofa. Ela ainda acrescenta bacon, cenoura, cebola, pimentão e cheiro verde. Não tem segredo, é só picar a carne em pedacinhos e acrescentar os ingredientes que preferir.
Fica a dica.    

sábado, 16 de junho de 2012

Escondidinho de Carne Seca



Não sei como pude menosprezar esta delícia!!! Tanto tempo sem escrever no blog e ainda não postei a receita de um dos meus pratos prediletos. Já fiz ele diversas vezes, sempre aprimorando, conforme o gosto da família. E como somos apaixonados por pimenta, o prato ganha um up de sabores picantes. Não sigo receitas, faço tudo a olho. Por isso peguei a referência de quantidade de um blog de gastronomia respeitadíssimo, mas, variei nos ingredientes.



Receita (6 pessoas)


Ingredientes


1 Kg de mandioca cozida

250 ml de leite

50 g de manteiga

400 g de requeijão

500 g de carne seca cozida e desfiada

1 cebola grande picada

Queijo prato ou mussarela ralado (a gosto)

4 pimentas dedo de moça picadinhas sem semente

Pimenta calabresa (a gosto)

Sal (a gosto)

Cebolinha (a gosto)

Óleo


Modo de Preparo


Purê de mandioca

Amasse a mandioca com espremedor de batatas ou no garfo. Junte o leite, a manteiga e o sal em fogo brando e mexa bem, até formar um purê bem homogêneo.


Carne

Em uma panela coloque um pouco do óleo e frite a carne seca com a cebola, pimenta dedo de moça e pimenta calabresa. Até a cebola dourar.


Montagem

Unte a assadeira com óleo de oliva. Comece colocando uma camada fina de purê no fundo, distribua o recheio de carne seca uniformemente, o requeijão e o queijo. Depois cubra com mais uma camada de purê, requeijão e queijo.

Asse até dourar em fogo médio. Tire do forno e finalize distribuindo sobre o prato cebolinha picada.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Puerto Iguazu: Aventura Gastronômica

Esta é a primeira vez que vou a Puerto Iguazu – Argentina. Muitas pessoas já haviam me indicado o lugar, para passar um final do semana ou um feriadão prolongado. Pois bem, pegamos a estrada neste sábado e seguimos a orientação de amigos de pousar em um hotel de Foz, pelo preço ser mais em conta. E isso é verdade, pesquisei alguns hotéis em Puerto Iguazu e a estadia fica em torno de 200 dólares, enquanto em Foz você paga menos da metade disso. Compensa, pois a distância entre uma cidade e outra fica em torno de 10 km.

Não é só pelo preço que vale a pena ficar em Foz, PI não é uma cidade necessariamente bonita. Ela é atrativa porque é compacta e oferece em poucas quadras, lugares que Foz, grandona, torna-se mais trabalhoso encontrar: bons restaurantes e vida noturna. Também tem a feirinha, que compensa comprar azeitonas recheadas, queijos e vinhos.

Como não sou uma expert para comparar os restaurantes de Puerto Iguazu, resolvemos não arriscar e ir logo nos melhores – indicados por amigos, sites, blogs e aplicativos.

O Aqva (www.aqvarestaurant.com) é o mais badalado da cidade. Reconhecido pelo TripAdvisor como o melhor restaurante de Puerto Iguazu. Confirmo esta afirmativa. Fomos recepcionados pelo sommelier que nos reservou um lugar adequado para um casal de namorados. Na parte de baixo do restaurante, grupos de pessoas eram acomodados, na parte de cima era mais destinado a casais. O lugar é uma graça.




Pedimos um Dourado com Creme de Berbigão e Mexilhões, Vol-au-Vent de Queijo e Camarões. Não se engane ao pensar que na Argentina você precisa pedir o bife de chouriço, porque é a especialidade da casa. A maioria pede isso. Escolhemos o peixe e uh-la-la foi de longe o melhor prato de peixe que eu já comi. Deliciosíssimo.


A sobremesa foi tipicamente argentina. O título de melhor doce de leite é dos nossos amigos latinos, portanto escolhi a Panqueque de Dulce de Leche. Para não perder o costume, uh-la-la foi uma das melhores sobremesas que já provei. Muito boa.


É isso aí caros amigos. Para quem quiser passar um final de semana diferente e apreciar a alta gastronomia, super indico Puerto Iguazu. Eu já estou programando a próxima viagem para lá, claro, para conhecer outros restaurantes e deixar meu post para vocês.

terça-feira, 13 de março de 2012

Bacalhoada na quaresma



Está chegando a Páscoa, a segunda data mais importante para os cristãos, depois do Natal. Os católicos costumam iniciar a celebração quarenta dias antes de 8 de abril, uma seita conhecida por quaresma. Por isso muitos se abdicam de comer carne e o consumo de peixes triplica em todo o Brasil. Nada mais oportuno do que sugerir uma bacalhoada para um destes quarenta dias ou para sexta-feira santa. Foi o prato do domingão da família e foi produzido por Thiago Vinholi. A receita é muito simples, é só seguir as etapas que não tem erro.




Veja a receita (6 pessoas):



Ingredientes

1 Kg de bacalhau do Porto

2 cebolas grandes

2 tomates grandes

1 pimentão amarelo

1 pimentão vermelho

1 kg de batata

1 xícara (chá) de azeitonas pretas sem caroço

250 ml de azeite de oliva

3 ovos cozidos

Pimenta calabresa a gosto



Modo de Preparo



Numa tigela, coloque o bacalhau e cubra com água gelada. Deixe de molho por 12 horas e troque a água constantemente (+ - 5 vezes);



Corte as cebolas, os tomates e os pimentões em rodelas grossas;



Descasque as batatas e corte em rodelas de mais ou menos 1 cm de espessura;



Pré-aqueça o forno a 180ºC (temperatura média);



Num refratário unte com óleo de oliva e monte as camadas. Comece com a cebola, depois o bacalhau, batata, tomate, cebola novamente e as azeitonas. Cubra com papel-alumínio e leve ao forno por 40 minutos.



Cozinhe 3 ovos inteiros. Descasque-os e corte em rodelas.



Retire o papel-alumínio e deixe assar por mais 15 minutos. Tire o refratário do forne e coloque por cima as rodelas de ovos. Sirva bem quente.



Sirva com arroz.

domingo, 4 de março de 2012

Mignon com mostarda e mel


Mais um experimento que deu super certo! Comi certa vez um filet mignon com mostarda num Bistrô em Cascavel. O que chamou a atenção foi um leve sabor agridoce do molho. Hummmm...muito bom. Resolvemos tentar reproduzir e ficou delicioso. E o melhor de tudo é que você monta o prato em menos de 30 minutos.




Receita para cinco pessoas



Ingredientes

1 Kg de filet mignon

1 tubo de mostarda

1 caixa de creme de leite

3 colheres de sopa de conhaque

2 colheres de sopa de mel

1 xícara de creme de alho

½ copo de leite

Óleo

Sal

Pimenta do reino

Alho


Creme de Alho

Comece fazendo o creme de alho. No liquidificador adicione o leite, dois dentes de alho e sal. Bata constantemente adicionando óleo, até ficar com uma textura cremosa.


Molho de Mostarda

Coloque o creme de alho, o tubo de mostarda e o conhaque, cozinhe em fogo baixo. Logo que começar a levantar uma leve fervura acrescente o mel e o creme de leite. Deixe cozinhar por mais alguns minutos e desligue o fogo.


Mignon

Corte o mignon em fatias de cerca 4 centímetros de espessura e tempere-os com sal, alho e pimenta. Frite-os com o cuidado para não passar do ponto. Quando estiverem prontos jogue o molho de mostarda por cima.


Sirva com arroz e uma saladinha.


Galera, este foi um experimento. Se alguém tiver uma ideia melhor aceito sugestões.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Coca-Cola estilizada

Que tal pagar R$80 reais por uma caixa com quatro garrafinhas de coca-cola diet? Elas foram estilizadas com embalagens de estampas icônicas das linhas DVF nas cores branco, preto e vermelho e foram lançadas este mês. A coleção foi criada por Diane Von Furstenberg (estilista belga) e está sendo vendida pelo site da DVF por 30 dólares e 100% da renda arrecadada será doada ao National Institutes of Health.





Esta não é a primeira vez que a coca-cola cede suas garrafinhas para estilistas. A empresa já fez parceria com grifes luxuosas, como Karl Lagerfeld e Gianfranco Ferré.




É uma boa opção para os aficionados por coca-cola, colecionadores ou para aqueles que gostam de filantropia.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Molho Bechamel – rápido e delicioso



Sábado é dia de macarrão com Molho Bechamel. Pensei por horas qual assunto iria discutir no blog esta semana. Mas porque não falar de algo que adoro e faço com frequência nos dias em que não estou com muita voia para cozinhar?!?

Pois bem, o Molho Bechamel, apesar de parecer requintado é super simples e delicioso. O mais legal é que ele é versátil. Pode ser servido sobre uma carne, legumes, com macarrão e até em risotos. A partir dele você obtém o Mornay (com Parmesão ou Gruyere); Nantua (lagostins); Soubise (purê de cebolas); etc.

Derivado de roux (Uma mistura de manteiga ou óleo com farinha de trigo, cozida até atingir a cor desejada ) é um dos molhos mais utilizados na culinária.


 
No programa do Masterchef Autralia do Discovery Travel & Living os chefs ensinaram a fazer o molho original.



Veja a receita:



INGREDIENTES



30 g de manteiga

30 g de farinha de trigo

½ litro de leite

Nós-moscada

½ cebola

2 folhas de louro

Sal

Pimenta do reino moída



MODO DE FAZER



Ferva o leite com a cebola e as folhas de louro e reserve. Em uma panela derreta a manteiga e acrescente a farinha de trigo. Misturar bem sem deixar queimar. Colocar o leite lentamente, mexendo sempre com cuidado para não formar grumos. Abaixe o fogo e deixe cozinhar por mais uns 15 minutos, mexendo constantemente. Tempere com o sal e a pimenta.



E pronto!!! A grande diferença do Molho Bechamel é o modo de preparo. Então é só seguir estes passos que você vai arrasar na cozinha. Uma dica é que se você estiver preparando um macarrão, no final acrescente queijo no creme. Fica uma delícia.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Delícias de Carnaval

Meu feriadão prolongado foi definitivamente um show gastronômico. Ao invés de sambar e pular carnaval, a escolha este ano foi ganhar calorias na cozinha. Na casa da sogra, cozinhamos os meus pratos preferidos.



Quibe Cru

Já falei sobre ele neste blog, mas este estava realmente especial. De todos os que já comi ou fiz, pude notar que a grande diferença do sabor está principalmente na qualidade da carne. Quanto mais vermelha e firminha, melhor. Acompanhado do creme de alho e da coalhada então, imbatível. Uma boa pedida para um jantar que tenha quibe cru é fazer também um assado, pois nem todos saboreiam a carne crua.



Sashimi e Sushi

Sou aficionada por comida japonesa. Diz a lenda que o sashimi nasceu da falta de potencial energético no Japão. Sem lenha e fogo para cozinhar os nipônicos comiam o peixe cru mesmo. O salmão, sem dúvidas, é o melhor peixe para fazer sashimi. Mas algumas combinações acrescentam também o atum, o robalo (peixe branco) e até a tilápia. Não tenho coragem de assar ou cozinhar uma peça de salmão fresca. A carne crua deste peixe é muito mais saborosa.



Rosbife

Chega de comida light, é hora de acabar com qualquer tipo de regime. A receita é do rosbife da mãe do Zeca Camargo. Esta é a segunda vez que faço a receita e ficou, modéstia parte, uma delíciaaaaaaaaaa. Não era, mas passou a ser um dos meus pratos prediletos. Vale a pena cozinhar, é a minha dica da vez. Fiz alguns ajustes na receita original no tempo de cozimento das etapas e na quantidade de alguns ingredientes, mas isso tudo depende do seu gosto.



Confira a receita:


Rosbife da mãe do Zeca Camargo

Ingredientes

• 1 peça limpa de filé mignon (+/- 1 kg) amarrada com barbante (para manter o formato redondo)

• Sal, pimenta do reino moída a gosto

• 1 colher (sobremesa) de alho picado

• 100 g de manteiga

• ½ xícara (chá) de cebola picada

• 1 colher (sobremesa) de açúcar

• ½ xícara (chá) de bacon picado

• ½ xícara (chá) de conhaque

• ½ litro de creme de leite fresco

• 200 ml de leite

• ½ xícara (chá) de uva passa preta

• ½ xícara (chá) de uva passa branca

• 100 g de queijo parmesão ralado

• 100 g de queijo parmesão ralado (para gratinar)

• salsinha ou cebolinha picadas a gosto

Modo de preparo

1 - Tempere 1 peça limpa de filet mignon (+/- 1 kg) com sal, pimenta do reino moída a gosto e 1 colher (sobremesa) de alho picado e com um barbante amarre a peça para que mantenha o formato redondo. Reserve.

2 - Em uma assadeira, sobre a chama do fogão, derreta 100 g de manteiga com 1 colher (sobremesa) de açúcar e doure 1 xícara (chá) de cebola picada. Acrescente 1 xícara (chá) de bacon picado e doure levemente. Assim que dourar coloque 1 peça limpa de filet mignon (+/- 1 kg) amarrada com barbante (para manter o formato redondo) e deixe que doure ligeiramente por todos os lados, por +/- 10 minutos. Vá virando a peça com auxílio de um garfo.

3 - Assim que estiver ligeiramente dourado, despeje ½ xícara (chá) de conhaque e acenda um palito de fósforo e jogue na assadeira, com cuidado, para flambar a peça.

4 - Quando o fogo apagar retire a peça da assadeira e coloque-a em outra assadeira e mantenha-a no forno a 180°C enquanto faz o molho. O tempo no forno vai conforme o gosto pelo ponto da carne. Mas o ideal é que ela esteja vermelha na parte de dentro, o que deixa a textura mais macia e suculenta.

5 – Coloque o bacon e os demais ingredientes, que foram fritos junto com a carne na assadeira, e despeje em outra panela. Em fogo médio do fogão, despeje ½ litro de creme de leite fresco com 200 ml de leite e ½ xícara (chá) de uva passa preta, ½ xícara (chá) de uva passa branca e 100 g de queijo parmesão ralado e deixe fervendo por +/- 10 minutos até que fique um molho encorpado.

6 - Retire a peça do forno, retire o barbante e corte em fatias finas (+/- 1 cm de espessura). Coloque essas fatias em um refratário e remonte a peça de filé mignon.

7 - Despeje o molho da assadeira sobre a peça fatiada e salpique 100 g de queijo parmesão ralado. Leve ao forno alto por +/- 10 minutos ou até gratinar. Retire do forno e salpique salsinha ou cebolinha picada a gosto.

Sirva com arroz branco e batata palha.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Cozinhe com tecnologia

Quem gosta de cozinhar, adora tecnologia aliada à praticidade e fica mais tempo na cozinha do que em qualquer outro ambiente da casa vai adorar essas novidades. Trata-se de uma lista de engenhocas das principais marcas do mercado. Veja você mesmo e surpreenda-se com tudo o que a sua cozinha é capaz de fazer.


Refrigerador invertido

O refrigerador inteligente utiliza o sistema multiportas, que permite acesso rápido ao compartimento desejado, evitando a abertura desnecessária de todos os compartimentos. Além disso, a porta de uso mais frequente, que é a da geladeira, fica em cima, logo abaixo fica a gaveta de verduras e por último o freezer. Este tipo de refrigerador gela os alimentos melhor – já que as portas não são abertas a todo instante – e economiza muita energia, pois você já chega direto no alimento desejado, sem deixar a porta aberta enquanto procura o que quer.


Abaixo, o modelo da Panasonic:




Forno elétrico com micro-ondas

Este modelo da Brastemp é mais um jeito de cozinhar duas receitas ao mesmo tempo, sem misturar cheiro e sabor. Além disso, há a opção de cozimento a vapor, e através das funções grill e crisp é possível gratinar e dourar as receitas por igual.


Cooktop por indução

Graças a este modelo da Electrolux é possível cozinhar sem esquentar a boca do fogão, ou seja, sem passar calor ou correr o risco de se queimar. Isso é possível porque o cooktop funciona por indutores eletromagnéticos, fazendo com que somente o recipiente e o alimento se aqueçam. Outra vantagem é a limpeza, pois a superfície é de vidro liso com apenas os controles eletrônicos e um único queimador.


Fritadeira elétrica

A fritadeira abaixo, da marca Arno promete deixar os alimentos mais leves e saudáveis, como a batata frita com apenas 3% de gordura e frita por fora e macia por dentro. O modelo é capaz de fritar um quilo de batata com apenas uma colher de óleo.


Liquidificador

O modelo da Arno foi criado pensando na praticidade exigida no dia dia. Seu exclusivo sistema serv-fácil faz com que os sucos sejam servidos diretamente do copo com segurança e praticidade. As diversas opções de cores alegram ainda mais a sua cozinha.



Máquina de café Expresso

Já imaginou ter uma máquina de café expresso em casa? Hoje em dia isso já é possível. A marca Saeco possui o modelo abaixo, capaz de fazer até seis tipos de cafés diferentes. O display touch screen faz a sua bebida favorita em apenas um toque.



Batedeira inclinada

A Nova Linha de Batedeiras Arno Inclinata possui uma exclusiva inclinação, que permite bater a massa de forma muito mais eficiente, pois os resíduos não se acumulam na lateral da tigela. Além disso tem o batedor aeroturbo, que coloca mais ar na receita deixando a massa mais fofa.





segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O retorno...


Antes de tudo, um feliz 2012 a todos. Depois de alguns dias de férias e muito tempo sem escrever no Blog (juro que não foi relaxo, foi falta de tempo mesmo) estou de volta na ativa com menos trabalho e mais responsabilidades, rsrs. Depois de um dia inteiro assistindo aos programas do Discovery Travel And Living, juro, sou fascinada pelo Master Chef Austrália, Anttony Bourdain e o Comidas Exóticas, apresentado por Andrew Zimmern, uma cisma me acompanha. Porque uma pessoa como YO, que assiste o dia inteiro programas de culinária, circula os mercados atrás de ingredientes diferentes, fica horas na internet procurando receitas e cozinha para relaxar, não faz gastronomia e abre um restaurante??? Hehe....seria um sonho.

De volta a realidade, mas ainda falando sobre gastronomia tenho uma dica de um prato maravilhoso. Estávamos voltando do PY um dia desses e resolvemos deixar para almoçar em Guaíra-PR, sem nenhum arrependimento. O popular e simples restaurante do MOACIR serve o melhor bife a parmegiana que eu já comi na minha vida.



 
Claro, você deve ter imaginado um bife com muito molho gorduroso de tomate acompanhado de batatas fritas. Eu também pensei que seria, afinal, molhos vermelhos gordurosos costumam ser bem saborosos. Engano nosso, o filet mignon tinha uma fina camada crocante de farinha de rosca coberto de muito molho ao sugo. A carne macia, a milanesa bem feita, o molho doce e consistente de tomates e a fartura de queijo deixava o prato irresistível.

Não se engane pelas aparências, o restaurante é simples, sem nenhum luxo aparente e o atendimento não é aquelas coisas. Mas vale realmente a pena. Disseram-nos que a lasanha do MOACIR também é muito boa. Vale a dica pra quem for pro Paraguai ou estiver passeando por Guaíra.

Hasta Luego!!!

sábado, 2 de abril de 2011

Cozinha molecular desenvolve o hambúrguer perfeito

Você já ouviu falar em cozinha molecular ou culinária modernista? O ser humano, que não é bobo nem nada, criou algo que resolve o problema daquele legume cozido que ficou sem sabor e sem vitaminas porque cozinhou na água e daquele pedaço de carne assada que ficou seca por ter permanecido muito tempo no forno. Este assunto foi tratado na seção Mente Aberta da revista Época desta semana e achei super interessante retratar aqui.



Segundo a revista, a cozinha molecular é uma escola culinária fundada pelo chef catalão Ferran Adrià. Ele revolucionou a alta gastronomia ao incorporar ao ato de cozinhar as técnicas e os equipamentos usados nos laboratórios de química.


A reportagem conta a história de um americano, Nathan Myhrvold, de 51 anos que consagrou a “cozinha molecular” – mas que Myhrvold prefere chamar de “culinária modernista”. Ele escreveu uma enciclopédia de cinco livros, conhecidos por Cozinha modernista – A arte e a ciência da culinária contando sobre seus experimentos.


Ele construiu uma cozinha com equipamentos de precisão para medir temperatura, pressão, umidade e todas as variáveis físico-químicas que estão em jogo quando uma panela vai ao fogo.



O tal hambúrguer



No livro, Myhrvold explica como se faz o hambúrguer perfeito. Quem provou disse que sua combinação de texturas e sabores é imbatível. Como saber?

O problema do hambúrguer perfeito é prepará-lo em casa. Tente achar ingredientes exóticos, como extrato defumado de nogueira-americana, tomate selvagem e ketchup de cogumelos com mel. A coisa complica quando se sabe que a alface é cozida a vácuo e o tomate é prensado também a vácuo. Que cozinha tem equipamentos para tanto? A do elBulli, do Fat Duck ou de Myhrvold. Na maioria das nossas, o que existe de mais modernista ainda é o forno de micro-ondas

Com informações da revista Época edição 28 de março.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Delícia do Hooligans

O prato é delicioso e combina perfeitamente com o ambiente. Bom, pelo menos pra mim. É bem simples, sem requinte algum, mas o melhor dos que já provei neste lugar. Chamado de tiras de mignon ao molho hooligans, a combinação é super saborosa.

Suspeitamos que seja feito de molho madeira mais cerveja preta com um tisco de gergelim. Como acompanhamento para o prato, a cerveja é a melhor opção. Qual delas? Bem, aí prefiro não opinar. Gosto de cerveja é muito variado e depende da preferência.

Mulheres em geral não gostam da bebida de cevada, preferem drink’s mais doces, como pina colada ou caipirinha de frutas feito de saquê, que a propósito, foram as bebidas que tomei antes de entrar no rodízio das cervejas. Rodízio sim. Provamos diversas e acreditem ou não, sem efeito colateral nenhum (risos). Enfim, voltando ao propósito a que venho.

O prato “tiras de mignon ao molho hooligans” merece uma única crítica, ou melhor, sugestão. A quantidade de paezinhos deveria ser maior. Sempre acaba antes do molho. Todas as vezes que comi sempre foi assim. Mas em geral, está de parabéns.

domingo, 13 de março de 2011

O melhor Quibe Cru da região


Quibe Cru

Existem controvérsias, mas para mim, sem dúvidas, o Quibe Cru é melhor prato árabe. Irresistivelmente agradável ao paladar daqueles que curtem carne crua acompanhada de uma explosão de sabores de temperos diversos. Já provei o prato nos restaurantes da região: Emily (Toledo), Monte Líbano (Cascavel), Mister Sheik (Cascavel) e Daly Esfiha (Cascavel).

O melhor de todos é este último. O Quibe Cru é bem temperado, vem na consistência e temperatura ideal para comer acompanhado do pão sírio, cebola e creme de alho. A propósito, o creme de alho deles também é muito saboroso. Gosto do ambiente do restaurante, parece que os funcionários são árabes. Vale um relato também sobre o Emily de Toledo.


Creme de Alho

Recém inaugurado na cidade, o restaurante é muito bom. O estabelecimento fica numa casa toda decorada com adereços árabes, o que te faz sentir jantando na casa de árabes. O prato em questão, o Quibe Cru, também é saboroso, mas tem muito trigo adicionado na receita. Dizem os mais experientes, que este é o sabor original da comida, mas eu prefiro a carne com menos trigo. É possível ver a diferença apenas pela cor, enquanto no Emily o Quibe Cru é mais escuro, no Daly Esfiha o prato tem cara de carne moída recém tirada do açougue.


Meu jeito de comer: pão sírio + creme de alho + quibe cru + cebola + (muito) azeite de oliva 

A minha recomendação é que se você for sair para jantar com a namorada (o), a melhor opção talvez seja uma kafta, carneiro ao molho ou um beirute. A combinação da carne crua, cebola e alho do Quibe Cru resulta num hálito, bem, você já sabe como né! (risos)

Para quem quiser se aventurar a tentar fazer a receita em casa, abaixo deixo uma receita, dicas do site www.tendarabe.com.

Quibe Cru

Ingredientes
·                 1 Kg de patinho, ou coxão mole, limpo e sem nervos, moído duas vezes.
·                 1 cebola, muito bem picada
·                 3 xícaras de chá, rasas de trigo fino, muito bem lavado(não deixar de molho)
·                 1 colher de sobremesa de tempero árabe.
·                 1 xícara de chá de folhas de salsinha e hortelã, muito bem picadas.
·                 1 colher de sopa de manteiga.
·                 Sal a gosto
·                 Azeite extra-virgem.
·                
Modo de preparo
1.              Lave o trigo em muitas águas, até a água ficar transparente.
2.              Esprema muito bem o trigo, para eliminar toda a água.
3.              Misture todos os ingredientes.
Junte pedras de gelo, e com a mão molhada, misture tudo, até ficar uma massa uniforme e não distinguir mais os ingredientes. É necessário misturar e remisturar muitas vezes, para que a massa fique homogênea. Descarte as pedras de gelo que sobraram.
Sirva com pão sírio, pétalas de cebola e decore com folhas de hortelã.
Também é acompanhado de azeite extra-virgem, para que cada um, se sirva a gosto.

Dicas
O tempero árabe pode ser comprado pronto. Se não encontrar, misture, em partes iguais: canela moída, cominho moído e pimenta da Jamaica (pimenta síria) moída.
A carne tem que ser moída na hora, para dar liga. Não pode ir para a geladeira.
O quibe pronto deve ficar na geladeira, por cerca de 1 hora, antes de ser servido.
A massa de quibe cru, é a mesma massa usada para quibe de bandeja e para quibe frito.
Se não usar a massa no mesmo dia, faça quibe de bandeja, ou frite, porque ela não se conserva bem. Veja as receitas de quibe de bandeja no site.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Crocante mexicano que não tem nada do México


Pressa + Fome = Fast Food. O dia propício para pegar um driver do Mac Donalds. Tentador era o banner daquele lanche saboroso, suculento e fresquinho do Crocante Mexicano. É óbvio que a escolha seria esta. Ahhh, mas se decepção matasse.

O elemento em questão é composto de pão, hambúrger de carne, creme de queijos, uma fatia de queijo cheddar processado padrão Ronald, tomate e pequenos Nachos, ou popularmente conhecidos como Doritos.

A combinação ficou sem graça, sem sabor nenhum de México. Tudo bem que a pimenta é questão de gosto e não iriam abusar por respeito ao estômago dos mais sensíveis, mas esperava que pelo menos os Nachos fossem crocantes. Afinal, o próprio nome enfatiza isso não é?

A desilusão foi tanta que até a batata estava ruim, logo a batata, que é a melhor de todos os fast foods.

Vale o relato, que a partir de então farei com mais frequência neste blog. Inspirada nas minhas diversas idas a restaurantes e lanchonetes e com dicas de um blog super bacana que me indicaram como base - o Coma com os Olhos, que inclusive utilizei as fotos para ilustração, mas discordo do posicionamento do autor, que adorou o lanche.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O mundo do assessor


Desta vez escolhi falar um pouco sobre o que faço. Afinal, pasmem, muita gente nem sabia que existia essa função. Assessor de imprensa? Corrige textos? Assessora a empresa, ah sério!?

Enfim....você sabe o que um assessor de imprensa faz??? A maioria acha que ele tem o papel, único exclusivamente de informar o que a empresa vem fazendo de importante. Também, mas não é só isso! Com uma ajudinha da obra Assessoria de Imprensa e relacionamento com a mídia de Jorge Duarte (adorooo esse livro) vou tentar explanar algumas ideias.

Nas assessorias de imprensa, públicas ou privadas, a preocupação que move os profissionais é, em última instância a conquista de uma imagem positiva da instituição perante a opinião pública. O desafio dos profissionais de comunicação das assessorias é, portanto, não só construir como consolidar essa imagem.

A informação passa a ser investimento, business, um capital de alto valor na sociedade moderna.


O que se espera do assessor

Não são raras as críticas dos jornalistas ao desconhecimento do assessor e/ ou de sua equipe sobre informações institucionais e de fontes competentes para entrevistas específicas. A postura deve ser sempre ética e cordial e a atuação com competência e discrição.

Os princípios básicos a serem seguidos: transparência nas relações com a imprensa, nunca sonegar informações, encaminhar soluções para os problemas apresentados, agir como um facilitador, valorizar o papel do jornalista sem bajulações, planejar e organizar o trabalho da assessoria para o atendimento ágil das demandas, ter o feeling da notícia adequada, ter conhecimento claro dos horários e dias de fechamento dos veículos.

Ufaaaa.....não acabou, não. São tantos os deveres, mas que valem a pena quando o resultado é perceptível.

Observar algumas regras de convivência e princípios básicos de relacionamento aliados ao bom-senso em situações inesperadas é o ponto de partida para um relacionamento adequado entre jornalistas e assessores. Podemos estar, momentaneamente, em diferentes lados do balcão. Mas, afinal, somos todos jornalistas.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Quem são os geeks???


Voltando a ativa em 2011 resolvi escrever sobre uma das coisas que mais gosto – culinária. Um novo termo me chamou a atenção durante uma roda de conversas. Os geeks ou nerds da cozinha. Não pensei que pudessem existir nerds ou geeks neste ambiente tão caseiro, mesmo porque, as próprias denominações afastam estes seres de coisas simples ou que combinam com afazeres domésticos. Pois é! Mas a culinária científica existe e explica alguns truques básicos na cozinha. A revista Galileu deste mês explica alguns truques com os alimentos.


Bem, os geeks entendem de programação de softwares e sabem como funcionam as reações e temperaturas ideais sobre os alimentos. Entendem também o funcionamento dos processos químicos e físicos das receitas. Por exemplo: no preparo de um bife, umas das reações envolvidas é a hidrólise (quebra da molécula de água) que converte o colágeno (tipo de tecido protéico que da liga na carne) em uma espécie de gelatina, mudando a textura e o sabor dos alimentos. Mas a temperatura para isso ocorrer varia de carne para carne. No caso do acém, o melhor modo é cozinhar por 24h a 54ºC.



Algumas dicas da Galileu:



Sorvete em 30 segundos – misture o leite, açúcar e o sabor desejado usando a batedeira. Depois despeje o nitrogênio líquido (com luvas) e bata o conteúdo por meio minuto.



Carne mais macia – coloque pedaços de carne dentro da papaia. A fruta possui uma enzima, a papaína, que hidrolisa a carne e atua como amaciante de sua textura.



Fera né!? Vou testar essas dicas e depois conto se deu certo ;)

domingo, 28 de novembro de 2010

Remember....grande profissional!!!!

Há anos não comparava balinhas de Tic Tac, ontem vi o novo sabor de canela e resolvi apanhar....
O episódio me fez lembrar do Célio, viciado nestas balinhas.
Resolvi relembrar publicando a crônica que escrevi pra ele, quando faleceu.



Um idealista entre nós



Antes de tudo quero externar meu lisonjeio em poder homenagear este célebre jornalista, que para sorte de quem o conheceu poderá levar consigo todas as manias e pensamentos dignos de um autodidata, apaixonado pela sua profissão e ciente das suas responsabilidades como interlocutor da comunidade. Célio Vieira era um idealista permanentemente consolidado, que se destacava entre os demais como um homem cortês e bem relacionado. Era excêntrico em seus vícios, como quando espalhava todas as balinhas de “tic tac” no bolso de sua calça, porque afirmava que o batucar da embalagem o fazia sentir um chocalho de criança. Nos deixou no dia 07 de abril, sete dias depois de ter completado 67 anos de idade, sem alarde ou pompa, como era seu estilo. Feliz ou infelizmente, faleceu no dia nacional do Jornalista, data pela qual marcaram-se muitas conquistas, principalmente uma que vivenciou nos primórdios da profissão, o fim da censura e perseguição política sobre a imprensa.


Iniciou na carreira jornalística em 1958 como “foca” (denominação usada para profissionais principiantes e inexperientes no jornalismo) num periódico distribuído por uma igreja. Atuou como editor na RBS, que transmite a rede Globo para o sul do país. Em Palotina trabalhou como repórter em rádios AM, assessor de imprensa, editor e colaborador de jornal impresso, suas últimas reportagens foram publicadas pelo jornal Folha de Palotina.


“Dinocélio” - como se autodenominava por ser um dos jornalistas mais antigos da região sabia ouvir, mas também interpretar as palavras dos outros. Poucos foram tão hábeis neste afeito. Gostava de descobrir outros como ele, gente sem voz ou imagem que se transformava em personagens curiosos, através de suas palavras tão habilmente escolhidas e posicionadas demagogicamente no texto. Apreciador incondicional do jornalista Arnaldo Jabor, do qual aproveitava-se vez ou outra de seu estilo crítico e irônico em suas produções.


Evitava multidões, abominava festas ou eventos que reuniam muitas pessoas num único local e como todo tradicional jornalista antigo, não vivia sem a dupla inseparável - o cafezinho e o cigarro. Entrevistou muita gente. Dos oficiais e das dondocas tornou-se amigo (bobagem, não só destes, todos tornavam-se amigos de Célio).


No fim da sua vida, em consequência do câncer submeteu-se a uma cirurgia que o impossibilitou de se comunicar verbalmente, algo que fazia tão magnificamente. Lembro que pediu a um amigo que o fizesse um blog, o mundo cibernético antes o assustava, mas agora poderia abrir uma série de oportunidades. Infelizmente não deu tempo, o livro que ele escrevia também ficou pela metade. Sempre nos indagamos: porque tem que ser assim? Mas concluímos que nem sempre pessoas “grandes” vivem mais, porém o tempo necessário para fazer história.


Adeus amigo, descanse em paz. Procure sua turma aí no andar de cima e nos deixe aqui, saudosos pelas suas atitudes e repletos de boas lembranças desta convivência tão marcante.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Imprudência

Assustador, chocante, horrível.....

As fotos registram um acidente, que de cara matou três pessoas, e mostra a imprudência dos motoristas. O choque foi por causa de uma ultrapassagem incorreta. Aconteceu na BR-272, entre Maringá e Guaíra, e que pude registrar ao voltar de viagem.
A estrada é uma das principais rotas de sacoleiros que buscam o Paraguai para fazer compras, num fluxo diário de cerca de 40 mil veículos em 210 quilômetros.
O acidente causou um congestionamento de cerca de 10 Km e uma multidão de curiosos na pista.




domingo, 7 de novembro de 2010

A resposta da Califórnia


Os eleitores do Estado da Califórnia rejeitaram a legalização do cultivo e do consumo da maconha por 53% dos votos a 47%, uma decisão que considero muito equivocada. A legalização teria sido um passo importante na busca de uma solução eficaz para o problema da delinquência vinculada ao narcotráfico que, segundo o que acaba de ser anunciado oficialmente, já causou este ano o impressionante total de 10.035 mortes no México.

Esta solução passa pela descriminalização das drogas, ideia que há pouco tempo era inaceitável para a maior parte de uma opinião pública convencida de que a repressão policial aos produtores, vendedores e usuários de entorpecentes seria o único meio legítimo de pôr fim a semelhante praga.

A realidade revelou o quanto esta ideia é ilusória, à medida que todos os estudos indicavam que, apesar das astronômicas somas investidas e da gigantesca mobilização de efetivos para combatê-las, o mercado das drogas continuou a crescer. Ele se estendeu por todo o mundo, criando cartéis mafiosos de imenso poder econômico e militar que - como vemos no México desde que o presidente Felipe Calderón decidiu enfrentar os chefes traficantes e suas gangues de mercenários - pode combater em pé de igualdade, graças ao seu poderio, com os Estados nos quais conseguiram se infiltrar por meio da corrupção e do terror.

Os milhões de eleitores californianos que votaram a favor da legalização da maconha são um indício auspicioso de que cada vez é maior o número daqueles que pensam que chegou a hora de uma mudança na política para lidar com as drogas e de uma reorientação dos esforços - de repressão e prevenção, de cura e informação - no sentido de acabar com a criminalidade desaforada que é criada pela proibição e com os estragos que os cartéis estão infligindo às instituições democráticas, principalmente nos países do terceiro mundo. Os cartéis podem pagar salários melhores que o Estado e assim neutralizar ou pôr a seu serviço parlamentares, policiais, ministros e funcionários, financiando campanhas políticas e adquirindo meios de comunicação para defender seus interesses.

Desta forma, eles proporcionam trabalho e sustento a inúmeros profissionais nas indústrias, no comércio e nas empresas legais dentro das quais imensas quantias são lavadas. O fato de tantas pessoas dependerem da indústria das drogas cria um estado de tolerância ou indiferença diante das implicações deste mercado, ou seja, da degradação e da derrocada da legalidade. É um caminho que, mais cedo ou mais tarde, conduz ao suicídio da democracia.

A legalização das drogas não será fácil, é claro, e num primeiro momento, como assinalam seus detratores, trará sem dúvida um aumento no seu consumo. Por isso, a descriminalização só tem razão de ser se for acompanhada de intensas campanhas de informação sobre os prejuízos que esse consumo implica, semelhantes às que foram promovidas com sucesso para reduzir o consumo do tabaco em quase todo o mundo, e aos esforços paralelos para desintoxicar e curar as vítimas do vício.

Mas seu efeito mais positivo e imediato será a eliminação da criminalidade que prospera exclusivamente graças à proibição. Como ocorreu com as organizações de gângsteres que se tornaram todo-poderosas e encheram de sangue e cadáveres as ruas de Chicago, Nova York e outras cidades americanas nos anos da Lei Seca, um mercado legal acabará com os grandes cartéis, privando-os de seu lucrativo negócio e levando-os à ruína. Como o problema da droga é fundamentalmente econômico, sua solução também precisa passar pela chave econômica.

Sob a forma de tributos, a legalização trará aos Estados grandes recursos que, se forem empregados na educação dos jovens e na informação do público em geral a respeito dos efeitos nocivos que o consumo dos entorpecentes causa na saúde, podem trazer um resultado infinitamente mais benéfico e de alcance mais amplo do que uma política repressiva que, além de provocar uma violência vertiginosa e encher de insegurança a vida cotidiana, não fez retroceder o vício nas drogas em nenhuma sociedade.

Em artigo publicado no New York Times no dia 28, o colunista Nicholas D. Kristof cita um estudo presidido pelo professor Jeffrey A. Miron, de Harvard, no qual se calcula que a simples legalização da maconha em todo o território americano representaria uma arrecadação anual de US$ 8 milhões em impostos para o Estado, ao mesmo tempo poupando a este uma quantia proporcional habitualmente investida na repressão. Com esta gigantesca injeção de recursos voltados para a educação, principalmente nos colégios dos bairros pobres e marginalizados de onde sai a imensa maioria dos viciados, em poucos anos o tráfico de drogas seria reduzido neste setor social que é responsável pelo maior número dos casos de assassinato, delinquência juvenil e decomposição da família.

Kristof cita também um estudo realizado por ex-policiais, juízes e fiscais dos Estados Unidos, no qual se afirma que a proibição da maconha é a principal responsável pela multiplicação das gangues violentas e dos cartéis que controlam a distribuição e a venda da droga no mercado negro, obtendo com isso "imenso proveito".

Para muitos jovens que moram nos guetos negros e latinos, já muito atingidos pelo desemprego provocado pela crise financeira, essa possibilidade de ganhar dinheiro rápido com o crime se mostra irresistivelmente atraente.

A estes argumentos "pragmáticos" em defesa da descriminalização das drogas, seus adversários respondem com um argumento moral. "Será que devemos nos render ao delito em todos os casos nos quais a polícia se mostre incapaz de deter o delinquente, optando, assim, por legitimá-lo? Será que deveria ser esta a resposta para a pedofilia, por exemplo, para a violência doméstica, os crimes contra as mulheres e outros fenômenos que, em vez de recuar, aumentam por toda parte? Devemos abaixar a guarda e nos render, autorizando tais práticas diante da impossibilidade de eliminá-las?"

Não se deve confundir as coisas. Um Estado de direito não pode legitimar os crimes e os delitos sem negar a si mesmo e converter-se num Estado bárbaro. E um Estado tem a obrigação de informar seus cidadãos a respeito dos riscos que estes correm ao fumar, beber álcool e usar drogas, é claro. E também de impor sanções e penas severas àqueles que, por fumar, se embriagar ou usar drogas, causem danos aos demais. Mas não me parece muito lógico nem coerente que, sendo esta a política seguida por todos os governos em relação ao tabaco e ao álcool, não seja esta a política seguida também para o caso das drogas, incluindo as drogas leves, como a maconha e o haxixe, apesar de já ter sido provado que seu efeito não é mais nocivo do que o produzido pelo consumo excessivo de tabaco e álcool, podendo até ser menos maléficas do que estas duas substâncias legalizadas.

Não tenho a menor simpatia pelas drogas, sejam elas leves ou pesadas, e a figura do drogado, assim como a do bêbado, me parece bastante desagradável, na verdade, além de incômoda e inspiradora de desgosto.

Mas também me desagradam profundamente as pessoas que assoam o nariz na minha frente usando os dedos, que palitam os dentes ou comem frutas com sementes, caroços e cascas, e nunca me ocorreu defender uma lei que as proíba de fazê-lo e as castigue com a prisão caso a desrespeitem.

Liberdade. Por isso, não vejo por que o Estado teria de proibir uma pessoa adulta e dona do próprio juízo de causar mal a si mesma ao fumar maconha, cheirar cocaína ou encher-se de pastilhas de ecstasy se isto lhe agrada, alivia sua frustração ou sua apatia. A liberdade do indivíduo não pode significar o direito de fazer apenas coisas boas e saudáveis, mas também outras que não o sejam, respeitando a condição, é claro, de que estas não prejudiquem nem causem dano aos demais. Esta política, que se aplica ao consumo do tabaco e do álcool, deveria também reger o consumo das drogas. É perigosíssimo que o Estado comece a definir aquilo que é bom e saudável e aquilo que é ruim e prejudicial, pois tais decisões representam uma intromissão na liberdade individual, princípio fundamental de uma sociedade democrática.

Por este rumo podemos chegar sem perceber ao desaparecimento da soberania individual e a uma forma disfarçada de ditadura. E as ditaduras, como sabemos, são para os cidadãos infinitamente mais mortíferas do que os piores entorpecentes.

Fonte: Estadão

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Polêmica desnecessária....

Mudança causa desconforto, logo, era óbvio que uma descomunal polêmica aconteceria em Palotina. Um acordo de “cavalheiros” firmado entre ACIPA e Sindicato dos Empregados propôs aos comerciantes manterem aberto o comércio no segundo sábado de cada mês até às 16h. Lembro-me, a medida é facultativa - significado da palavra - “Que se pode fazer ou não, que não é obrigatório”.

Mesmo assim, por falta de polêmicas em Palotina, o assunto vigorou e gerou pauta nas conversas mais informais, transgredindo, é claro, para a mídia. Neste ponto, foi feito um abaixo assinado que conteve 200 assinaturas (não cheguei a ver esse documento, mas deu um ti-ti-ti por causa dele). Em seguida o Sindicato rompeu com a ACIPA e desfez publicamente o acordo desobrigando funcionários de trabalharem neste período.

A ACIPA, através da presidente, apresentou através de ofício o seu posicionamento: “O empresário que quiser manter seu estabelecimento aberto aos sábados da forma inicialmente sugerida, poderá fazê-lo, desde que não conte com mão de obra de terceiros, frise-se que não compete a ACIPA obrigar ou proibir a abertura do comércio no 2° sábado de cada mês.””

O comunicado dizia ainda que esta era uma tentativa de inovação e empreendedorismo, visando atrair a atenção do consumidor para o comércio local e gerar novas oportunidades de lucratividade para as empresas, a exemplo de municípios vizinhos.

Pare e pense:

- a medida é facultativa;

- dia 14 de novembro é o vestibular da UFPR, mais de mil alunos de outras cidades virão a Palotina, como a prova é de manhã a maioria vem no sábado a tarde para cá. O que eles terão pra fazer na cidade?

- promover coquetéis e promoções em dias diversificados atraem a freguesia;

- quantos não vão ao PY aos sábados a tarde?

- é apenas 1 vez por mês – 2h30min a mais de horas extras;

É certo que meu cargo na ACIPA pesa um pouco nas minhas palavras sob o assunto e nem pretendo condenar ninguém por pensar diferente. Apenas quero expor uma situação interessante do empresário oferecer algo a mais para os clientes. Não custa tentar, como é FACULTATIVO, se não for viável não precisa abrir. A presente questão instiga a concorrência, temida por muitos que não se atualizam.

Mas, como toda mudança causa desconforto, discussões acaloradas ainda acontecerão.

Porém, vale a pena insistir em algo que futuramente possa fazer a diferença para o desenvolvimento local.