domingo, 17 de junho de 2012
Cozinha “nose to tail”
sábado, 16 de junho de 2012
Escondidinho de Carne Seca
Não sei como pude menosprezar esta delícia!!! Tanto tempo sem escrever no blog e ainda não postei a receita de um dos meus pratos prediletos. Já fiz ele diversas vezes, sempre aprimorando, conforme o gosto da família. E como somos apaixonados por pimenta, o prato ganha um up de sabores picantes. Não sigo receitas, faço tudo a olho. Por isso peguei a referência de quantidade de um blog de gastronomia respeitadíssimo, mas, variei nos ingredientes.
Receita (6 pessoas)
Ingredientes
1 Kg de mandioca cozida
250 ml de leite
50 g de manteiga
400 g de requeijão
500 g de carne seca cozida e desfiada
1 cebola grande picada
Queijo prato ou mussarela ralado (a gosto)
4 pimentas dedo de moça picadinhas sem semente
Pimenta calabresa (a gosto)
Sal (a gosto)
Cebolinha (a gosto)
Óleo
Modo de Preparo
Purê de mandioca
Amasse a mandioca com espremedor de batatas ou no garfo. Junte o leite, a manteiga e o sal em fogo brando e mexa bem, até formar um purê bem homogêneo.
Carne
Em uma panela coloque um pouco do óleo e frite a carne seca com a cebola, pimenta dedo de moça e pimenta calabresa. Até a cebola dourar.
Montagem
Unte a assadeira com óleo de oliva. Comece colocando uma camada fina de purê no fundo, distribua o recheio de carne seca uniformemente, o requeijão e o queijo. Depois cubra com mais uma camada de purê, requeijão e queijo.
Asse até dourar em fogo médio. Tire do forno e finalize distribuindo sobre o prato cebolinha picada.
terça-feira, 3 de abril de 2012
Puerto Iguazu: Aventura Gastronômica
terça-feira, 13 de março de 2012
Bacalhoada na quaresma
Veja a receita (6 pessoas):
Ingredientes
1 Kg de bacalhau do Porto
2 cebolas grandes
2 tomates grandes
1 pimentão amarelo
1 pimentão vermelho
1 kg de batata
1 xícara (chá) de azeitonas pretas sem caroço
250 ml de azeite de oliva
3 ovos cozidos
Pimenta calabresa a gosto
Modo de Preparo
Numa tigela, coloque o bacalhau e cubra com água gelada. Deixe de molho por 12 horas e troque a água constantemente (+ - 5 vezes);
Corte as cebolas, os tomates e os pimentões em rodelas grossas;
Descasque as batatas e corte em rodelas de mais ou menos 1 cm de espessura;
Pré-aqueça o forno a 180ºC (temperatura média);
Num refratário unte com óleo de oliva e monte as camadas. Comece com a cebola, depois o bacalhau, batata, tomate, cebola novamente e as azeitonas. Cubra com papel-alumínio e leve ao forno por 40 minutos.
Cozinhe 3 ovos inteiros. Descasque-os e corte em rodelas.
Retire o papel-alumínio e deixe assar por mais 15 minutos. Tire o refratário do forne e coloque por cima as rodelas de ovos. Sirva bem quente.
Sirva com arroz.
domingo, 4 de março de 2012
Mignon com mostarda e mel
Mais um experimento que deu super certo! Comi certa vez um filet mignon com mostarda num Bistrô em Cascavel. O que chamou a atenção foi um leve sabor agridoce do molho. Hummmm...muito bom. Resolvemos tentar reproduzir e ficou delicioso. E o melhor de tudo é que você monta o prato em menos de 30 minutos.
Receita para cinco pessoas
Ingredientes
1 Kg de filet mignon
1 tubo de mostarda
1 caixa de creme de leite
3 colheres de sopa de conhaque
2 colheres de sopa de mel
1 xícara de creme de alho
½ copo de leite
Óleo
Sal
Pimenta do reino
Alho
Creme de Alho
Comece fazendo o creme de alho. No liquidificador adicione o leite, dois dentes de alho e sal. Bata constantemente adicionando óleo, até ficar com uma textura cremosa.
Molho de Mostarda
Coloque o creme de alho, o tubo de mostarda e o conhaque, cozinhe em fogo baixo. Logo que começar a levantar uma leve fervura acrescente o mel e o creme de leite. Deixe cozinhar por mais alguns minutos e desligue o fogo.
Mignon
Corte o mignon em fatias de cerca 4 centímetros de espessura e tempere-os com sal, alho e pimenta. Frite-os com o cuidado para não passar do ponto. Quando estiverem prontos jogue o molho de mostarda por cima.
Sirva com arroz e uma saladinha.
Galera, este foi um experimento. Se alguém tiver uma ideia melhor aceito sugestões.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Coca-Cola estilizada
Esta não é a primeira vez que a coca-cola cede suas garrafinhas para estilistas. A empresa já fez parceria com grifes luxuosas, como Karl Lagerfeld e Gianfranco Ferré.
É uma boa opção para os aficionados por coca-cola, colecionadores ou para aqueles que gostam de filantropia.
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Molho Bechamel – rápido e delicioso
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Delícias de Carnaval
Quibe Cru
Já falei sobre ele neste blog, mas este estava realmente especial. De todos os que já comi ou fiz, pude notar que a grande diferença do sabor está principalmente na qualidade da carne. Quanto mais vermelha e firminha, melhor. Acompanhado do creme de alho e da coalhada então, imbatível. Uma boa pedida para um jantar que tenha quibe cru é fazer também um assado, pois nem todos saboreiam a carne crua.
Sashimi e Sushi
Sou aficionada por comida japonesa. Diz a lenda que o sashimi nasceu da falta de potencial energético no Japão. Sem lenha e fogo para cozinhar os nipônicos comiam o peixe cru mesmo. O salmão, sem dúvidas, é o melhor peixe para fazer sashimi. Mas algumas combinações acrescentam também o atum, o robalo (peixe branco) e até a tilápia. Não tenho coragem de assar ou cozinhar uma peça de salmão fresca. A carne crua deste peixe é muito mais saborosa.
Rosbife
Chega de comida light, é hora de acabar com qualquer tipo de regime. A receita é do rosbife da mãe do Zeca Camargo. Esta é a segunda vez que faço a receita e ficou, modéstia parte, uma delíciaaaaaaaaaa. Não era, mas passou a ser um dos meus pratos prediletos. Vale a pena cozinhar, é a minha dica da vez. Fiz alguns ajustes na receita original no tempo de cozimento das etapas e na quantidade de alguns ingredientes, mas isso tudo depende do seu gosto.
Confira a receita:
Rosbife da mãe do Zeca Camargo
Ingredientes
• 1 peça limpa de filé mignon (+/- 1 kg) amarrada com barbante (para manter o formato redondo)
• Sal, pimenta do reino moída a gosto
• 1 colher (sobremesa) de alho picado
• 100 g de manteiga
• ½ xícara (chá) de cebola picada
• 1 colher (sobremesa) de açúcar
• ½ xícara (chá) de bacon picado
• ½ xícara (chá) de conhaque
• ½ litro de creme de leite fresco
• 200 ml de leite
• ½ xícara (chá) de uva passa preta
• ½ xícara (chá) de uva passa branca
• 100 g de queijo parmesão ralado
• 100 g de queijo parmesão ralado (para gratinar)
• salsinha ou cebolinha picadas a gosto
Modo de preparo
1 - Tempere 1 peça limpa de filet mignon (+/- 1 kg) com sal, pimenta do reino moída a gosto e 1 colher (sobremesa) de alho picado e com um barbante amarre a peça para que mantenha o formato redondo. Reserve.
2 - Em uma assadeira, sobre a chama do fogão, derreta 100 g de manteiga com 1 colher (sobremesa) de açúcar e doure 1 xícara (chá) de cebola picada. Acrescente 1 xícara (chá) de bacon picado e doure levemente. Assim que dourar coloque 1 peça limpa de filet mignon (+/- 1 kg) amarrada com barbante (para manter o formato redondo) e deixe que doure ligeiramente por todos os lados, por +/- 10 minutos. Vá virando a peça com auxílio de um garfo.
3 - Assim que estiver ligeiramente dourado, despeje ½ xícara (chá) de conhaque e acenda um palito de fósforo e jogue na assadeira, com cuidado, para flambar a peça.
4 - Quando o fogo apagar retire a peça da assadeira e coloque-a em outra assadeira e mantenha-a no forno a 180°C enquanto faz o molho. O tempo no forno vai conforme o gosto pelo ponto da carne. Mas o ideal é que ela esteja vermelha na parte de dentro, o que deixa a textura mais macia e suculenta.
5 – Coloque o bacon e os demais ingredientes, que foram fritos junto com a carne na assadeira, e despeje em outra panela. Em fogo médio do fogão, despeje ½ litro de creme de leite fresco com 200 ml de leite e ½ xícara (chá) de uva passa preta, ½ xícara (chá) de uva passa branca e 100 g de queijo parmesão ralado e deixe fervendo por +/- 10 minutos até que fique um molho encorpado.
6 - Retire a peça do forno, retire o barbante e corte em fatias finas (+/- 1 cm de espessura). Coloque essas fatias em um refratário e remonte a peça de filé mignon.
7 - Despeje o molho da assadeira sobre a peça fatiada e salpique 100 g de queijo parmesão ralado. Leve ao forno alto por +/- 10 minutos ou até gratinar. Retire do forno e salpique salsinha ou cebolinha picada a gosto.
Sirva com arroz branco e batata palha.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Cozinhe com tecnologia
Refrigerador invertido
O refrigerador inteligente utiliza o sistema multiportas, que permite acesso rápido ao compartimento desejado, evitando a abertura desnecessária de todos os compartimentos. Além disso, a porta de uso mais frequente, que é a da geladeira, fica em cima, logo abaixo fica a gaveta de verduras e por último o freezer. Este tipo de refrigerador gela os alimentos melhor – já que as portas não são abertas a todo instante – e economiza muita energia, pois você já chega direto no alimento desejado, sem deixar a porta aberta enquanto procura o que quer.
Abaixo, o modelo da Panasonic:
Forno elétrico com micro-ondas
Este modelo da Brastemp é mais um jeito de cozinhar duas receitas ao mesmo tempo, sem misturar cheiro e sabor. Além disso, há a opção de cozimento a vapor, e através das funções grill e crisp é possível gratinar e dourar as receitas por igual.
Graças a este modelo da Electrolux é possível cozinhar sem esquentar a boca do fogão, ou seja, sem passar calor ou correr o risco de se queimar. Isso é possível porque o cooktop funciona por indutores eletromagnéticos, fazendo com que somente o recipiente e o alimento se aqueçam. Outra vantagem é a limpeza, pois a superfície é de vidro liso com apenas os controles eletrônicos e um único queimador.
A fritadeira abaixo, da marca Arno promete deixar os alimentos mais leves e saudáveis, como a batata frita com apenas 3% de gordura e frita por fora e macia por dentro. O modelo é capaz de fritar um quilo de batata com apenas uma colher de óleo.
O modelo da Arno foi criado pensando na praticidade exigida no dia dia. Seu exclusivo sistema serv-fácil faz com que os sucos sejam servidos diretamente do copo com segurança e praticidade. As diversas opções de cores alegram ainda mais a sua cozinha.
Já imaginou ter uma máquina de café expresso em casa? Hoje em dia isso já é possível. A marca Saeco possui o modelo abaixo, capaz de fazer até seis tipos de cafés diferentes. O display touch screen faz a sua bebida favorita em apenas um toque.
Batedeira inclinada
A Nova Linha de Batedeiras Arno Inclinata possui uma exclusiva inclinação, que permite bater a massa de forma muito mais eficiente, pois os resíduos não se acumulam na lateral da tigela. Além disso tem o batedor aeroturbo, que coloca mais ar na receita deixando a massa mais fofa.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
O retorno...
sábado, 2 de abril de 2011
Cozinha molecular desenvolve o hambúrguer perfeito
Segundo a revista, a cozinha molecular é uma escola culinária fundada pelo chef catalão Ferran Adrià. Ele revolucionou a alta gastronomia ao incorporar ao ato de cozinhar as técnicas e os equipamentos usados nos laboratórios de química.
A reportagem conta a história de um americano, Nathan Myhrvold, de 51 anos que consagrou a “cozinha molecular” – mas que Myhrvold prefere chamar de “culinária modernista”. Ele escreveu uma enciclopédia de cinco livros, conhecidos por Cozinha modernista – A arte e a ciência da culinária contando sobre seus experimentos.
Ele construiu uma cozinha com equipamentos de precisão para medir temperatura, pressão, umidade e todas as variáveis físico-químicas que estão em jogo quando uma panela vai ao fogo.
No livro, Myhrvold explica como se faz o hambúrguer perfeito. Quem provou disse que sua combinação de texturas e sabores é imbatível. Como saber?
O problema do hambúrguer perfeito é prepará-lo em casa. Tente achar ingredientes exóticos, como extrato defumado de nogueira-americana, tomate selvagem e ketchup de cogumelos com mel. A coisa complica quando se sabe que a alface é cozida a vácuo e o tomate é prensado também a vácuo. Que cozinha tem equipamentos para tanto? A do elBulli, do Fat Duck ou de Myhrvold. Na maioria das nossas, o que existe de mais modernista ainda é o forno de micro-ondas
Com informações da revista Época edição 28 de março.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Delícia do Hooligans
domingo, 13 de março de 2011
O melhor Quibe Cru da região
Quibe Cru
Sirva com pão sírio, pétalas de cebola e decore com folhas de hortelã.
O quibe pronto deve ficar na geladeira, por cerca de 1 hora, antes de ser servido.
A massa de quibe cru, é a mesma massa usada para quibe de bandeja e para quibe frito.
Se não usar a massa no mesmo dia, faça quibe de bandeja, ou frite, porque ela não se conserva bem. Veja as receitas de quibe de bandeja no site.
quinta-feira, 3 de março de 2011
Crocante mexicano que não tem nada do México
Pressa + Fome = Fast Food. O dia propício para pegar um driver do Mac Donalds. Tentador era o banner daquele lanche saboroso, suculento e fresquinho do Crocante Mexicano. É óbvio que a escolha seria esta. Ahhh, mas se decepção matasse.
O elemento em questão é composto de pão, hambúrger de carne, creme de queijos, uma fatia de queijo cheddar processado padrão Ronald, tomate e pequenos Nachos, ou popularmente conhecidos como Doritos.
A combinação ficou sem graça, sem sabor nenhum de México. Tudo bem que a pimenta é questão de gosto e não iriam abusar por respeito ao estômago dos mais sensíveis, mas esperava que pelo menos os Nachos fossem crocantes. Afinal, o próprio nome enfatiza isso não é?
A desilusão foi tanta que até a batata estava ruim, logo a batata, que é a melhor de todos os fast foods.
Vale o relato, que a partir de então farei com mais frequência neste blog. Inspirada nas minhas diversas idas a restaurantes e lanchonetes e com dicas de um blog super bacana que me indicaram como base - o Coma com os Olhos, que inclusive utilizei as fotos para ilustração, mas discordo do posicionamento do autor, que adorou o lanche.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
O mundo do assessor
domingo, 23 de janeiro de 2011
Quem são os geeks???
Bem, os geeks entendem de programação de softwares e sabem como funcionam as reações e temperaturas ideais sobre os alimentos. Entendem também o funcionamento dos processos químicos e físicos das receitas. Por exemplo: no preparo de um bife, umas das reações envolvidas é a hidrólise (quebra da molécula de água) que converte o colágeno (tipo de tecido protéico que da liga na carne) em uma espécie de gelatina, mudando a textura e o sabor dos alimentos. Mas a temperatura para isso ocorrer varia de carne para carne. No caso do acém, o melhor modo é cozinhar por 24h a 54ºC.
Algumas dicas da Galileu:
Sorvete em 30 segundos – misture o leite, açúcar e o sabor desejado usando a batedeira. Depois despeje o nitrogênio líquido (com luvas) e bata o conteúdo por meio minuto.
Carne mais macia – coloque pedaços de carne dentro da papaia. A fruta possui uma enzima, a papaína, que hidrolisa a carne e atua como amaciante de sua textura.
Fera né!? Vou testar essas dicas e depois conto se deu certo ;)
domingo, 28 de novembro de 2010
Remember....grande profissional!!!!
O episódio me fez lembrar do Célio, viciado nestas balinhas.
Resolvi relembrar publicando a crônica que escrevi pra ele, quando faleceu.
Um idealista entre nós
Antes de tudo quero externar meu lisonjeio em poder homenagear este célebre jornalista, que para sorte de quem o conheceu poderá levar consigo todas as manias e pensamentos dignos de um autodidata, apaixonado pela sua profissão e ciente das suas responsabilidades como interlocutor da comunidade. Célio Vieira era um idealista permanentemente consolidado, que se destacava entre os demais como um homem cortês e bem relacionado. Era excêntrico em seus vícios, como quando espalhava todas as balinhas de “tic tac” no bolso de sua calça, porque afirmava que o batucar da embalagem o fazia sentir um chocalho de criança. Nos deixou no dia 07 de abril, sete dias depois de ter completado 67 anos de idade, sem alarde ou pompa, como era seu estilo. Feliz ou infelizmente, faleceu no dia nacional do Jornalista, data pela qual marcaram-se muitas conquistas, principalmente uma que vivenciou nos primórdios da profissão, o fim da censura e perseguição política sobre a imprensa.
Iniciou na carreira jornalística em 1958 como “foca” (denominação usada para profissionais principiantes e inexperientes no jornalismo) num periódico distribuído por uma igreja. Atuou como editor na RBS, que transmite a rede Globo para o sul do país. Em Palotina trabalhou como repórter em rádios AM, assessor de imprensa, editor e colaborador de jornal impresso, suas últimas reportagens foram publicadas pelo jornal Folha de Palotina.
“Dinocélio” - como se autodenominava por ser um dos jornalistas mais antigos da região sabia ouvir, mas também interpretar as palavras dos outros. Poucos foram tão hábeis neste afeito. Gostava de descobrir outros como ele, gente sem voz ou imagem que se transformava em personagens curiosos, através de suas palavras tão habilmente escolhidas e posicionadas demagogicamente no texto. Apreciador incondicional do jornalista Arnaldo Jabor, do qual aproveitava-se vez ou outra de seu estilo crítico e irônico em suas produções.
Evitava multidões, abominava festas ou eventos que reuniam muitas pessoas num único local e como todo tradicional jornalista antigo, não vivia sem a dupla inseparável - o cafezinho e o cigarro. Entrevistou muita gente. Dos oficiais e das dondocas tornou-se amigo (bobagem, não só destes, todos tornavam-se amigos de Célio).
No fim da sua vida, em consequência do câncer submeteu-se a uma cirurgia que o impossibilitou de se comunicar verbalmente, algo que fazia tão magnificamente. Lembro que pediu a um amigo que o fizesse um blog, o mundo cibernético antes o assustava, mas agora poderia abrir uma série de oportunidades. Infelizmente não deu tempo, o livro que ele escrevia também ficou pela metade. Sempre nos indagamos: porque tem que ser assim? Mas concluímos que nem sempre pessoas “grandes” vivem mais, porém o tempo necessário para fazer história.
Adeus amigo, descanse em paz. Procure sua turma aí no andar de cima e nos deixe aqui, saudosos pelas suas atitudes e repletos de boas lembranças desta convivência tão marcante.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Imprudência
domingo, 7 de novembro de 2010
A resposta da Califórnia

Os eleitores do Estado da Califórnia rejeitaram a legalização do cultivo e do consumo da maconha por 53% dos votos a 47%, uma decisão que considero muito equivocada. A legalização teria sido um passo importante na busca de uma solução eficaz para o problema da delinquência vinculada ao narcotráfico que, segundo o que acaba de ser anunciado oficialmente, já causou este ano o impressionante total de 10.035 mortes no México.
Esta solução passa pela descriminalização das drogas, ideia que há pouco tempo era inaceitável para a maior parte de uma opinião pública convencida de que a repressão policial aos produtores, vendedores e usuários de entorpecentes seria o único meio legítimo de pôr fim a semelhante praga.
A realidade revelou o quanto esta ideia é ilusória, à medida que todos os estudos indicavam que, apesar das astronômicas somas investidas e da gigantesca mobilização de efetivos para combatê-las, o mercado das drogas continuou a crescer. Ele se estendeu por todo o mundo, criando cartéis mafiosos de imenso poder econômico e militar que - como vemos no México desde que o presidente Felipe Calderón decidiu enfrentar os chefes traficantes e suas gangues de mercenários - pode combater em pé de igualdade, graças ao seu poderio, com os Estados nos quais conseguiram se infiltrar por meio da corrupção e do terror.
Os milhões de eleitores californianos que votaram a favor da legalização da maconha são um indício auspicioso de que cada vez é maior o número daqueles que pensam que chegou a hora de uma mudança na política para lidar com as drogas e de uma reorientação dos esforços - de repressão e prevenção, de cura e informação - no sentido de acabar com a criminalidade desaforada que é criada pela proibição e com os estragos que os cartéis estão infligindo às instituições democráticas, principalmente nos países do terceiro mundo. Os cartéis podem pagar salários melhores que o Estado e assim neutralizar ou pôr a seu serviço parlamentares, policiais, ministros e funcionários, financiando campanhas políticas e adquirindo meios de comunicação para defender seus interesses.
Desta forma, eles proporcionam trabalho e sustento a inúmeros profissionais nas indústrias, no comércio e nas empresas legais dentro das quais imensas quantias são lavadas. O fato de tantas pessoas dependerem da indústria das drogas cria um estado de tolerância ou indiferença diante das implicações deste mercado, ou seja, da degradação e da derrocada da legalidade. É um caminho que, mais cedo ou mais tarde, conduz ao suicídio da democracia.
A legalização das drogas não será fácil, é claro, e num primeiro momento, como assinalam seus detratores, trará sem dúvida um aumento no seu consumo. Por isso, a descriminalização só tem razão de ser se for acompanhada de intensas campanhas de informação sobre os prejuízos que esse consumo implica, semelhantes às que foram promovidas com sucesso para reduzir o consumo do tabaco em quase todo o mundo, e aos esforços paralelos para desintoxicar e curar as vítimas do vício.
Mas seu efeito mais positivo e imediato será a eliminação da criminalidade que prospera exclusivamente graças à proibição. Como ocorreu com as organizações de gângsteres que se tornaram todo-poderosas e encheram de sangue e cadáveres as ruas de Chicago, Nova York e outras cidades americanas nos anos da Lei Seca, um mercado legal acabará com os grandes cartéis, privando-os de seu lucrativo negócio e levando-os à ruína. Como o problema da droga é fundamentalmente econômico, sua solução também precisa passar pela chave econômica.
Sob a forma de tributos, a legalização trará aos Estados grandes recursos que, se forem empregados na educação dos jovens e na informação do público em geral a respeito dos efeitos nocivos que o consumo dos entorpecentes causa na saúde, podem trazer um resultado infinitamente mais benéfico e de alcance mais amplo do que uma política repressiva que, além de provocar uma violência vertiginosa e encher de insegurança a vida cotidiana, não fez retroceder o vício nas drogas em nenhuma sociedade.
Em artigo publicado no New York Times no dia 28, o colunista Nicholas D. Kristof cita um estudo presidido pelo professor Jeffrey A. Miron, de Harvard, no qual se calcula que a simples legalização da maconha em todo o território americano representaria uma arrecadação anual de US$ 8 milhões em impostos para o Estado, ao mesmo tempo poupando a este uma quantia proporcional habitualmente investida na repressão. Com esta gigantesca injeção de recursos voltados para a educação, principalmente nos colégios dos bairros pobres e marginalizados de onde sai a imensa maioria dos viciados, em poucos anos o tráfico de drogas seria reduzido neste setor social que é responsável pelo maior número dos casos de assassinato, delinquência juvenil e decomposição da família.
Kristof cita também um estudo realizado por ex-policiais, juízes e fiscais dos Estados Unidos, no qual se afirma que a proibição da maconha é a principal responsável pela multiplicação das gangues violentas e dos cartéis que controlam a distribuição e a venda da droga no mercado negro, obtendo com isso "imenso proveito".
Para muitos jovens que moram nos guetos negros e latinos, já muito atingidos pelo desemprego provocado pela crise financeira, essa possibilidade de ganhar dinheiro rápido com o crime se mostra irresistivelmente atraente.
A estes argumentos "pragmáticos" em defesa da descriminalização das drogas, seus adversários respondem com um argumento moral. "Será que devemos nos render ao delito em todos os casos nos quais a polícia se mostre incapaz de deter o delinquente, optando, assim, por legitimá-lo? Será que deveria ser esta a resposta para a pedofilia, por exemplo, para a violência doméstica, os crimes contra as mulheres e outros fenômenos que, em vez de recuar, aumentam por toda parte? Devemos abaixar a guarda e nos render, autorizando tais práticas diante da impossibilidade de eliminá-las?"
Não se deve confundir as coisas. Um Estado de direito não pode legitimar os crimes e os delitos sem negar a si mesmo e converter-se num Estado bárbaro. E um Estado tem a obrigação de informar seus cidadãos a respeito dos riscos que estes correm ao fumar, beber álcool e usar drogas, é claro. E também de impor sanções e penas severas àqueles que, por fumar, se embriagar ou usar drogas, causem danos aos demais. Mas não me parece muito lógico nem coerente que, sendo esta a política seguida por todos os governos em relação ao tabaco e ao álcool, não seja esta a política seguida também para o caso das drogas, incluindo as drogas leves, como a maconha e o haxixe, apesar de já ter sido provado que seu efeito não é mais nocivo do que o produzido pelo consumo excessivo de tabaco e álcool, podendo até ser menos maléficas do que estas duas substâncias legalizadas.
Não tenho a menor simpatia pelas drogas, sejam elas leves ou pesadas, e a figura do drogado, assim como a do bêbado, me parece bastante desagradável, na verdade, além de incômoda e inspiradora de desgosto.
Mas também me desagradam profundamente as pessoas que assoam o nariz na minha frente usando os dedos, que palitam os dentes ou comem frutas com sementes, caroços e cascas, e nunca me ocorreu defender uma lei que as proíba de fazê-lo e as castigue com a prisão caso a desrespeitem.
Liberdade. Por isso, não vejo por que o Estado teria de proibir uma pessoa adulta e dona do próprio juízo de causar mal a si mesma ao fumar maconha, cheirar cocaína ou encher-se de pastilhas de ecstasy se isto lhe agrada, alivia sua frustração ou sua apatia. A liberdade do indivíduo não pode significar o direito de fazer apenas coisas boas e saudáveis, mas também outras que não o sejam, respeitando a condição, é claro, de que estas não prejudiquem nem causem dano aos demais. Esta política, que se aplica ao consumo do tabaco e do álcool, deveria também reger o consumo das drogas. É perigosíssimo que o Estado comece a definir aquilo que é bom e saudável e aquilo que é ruim e prejudicial, pois tais decisões representam uma intromissão na liberdade individual, princípio fundamental de uma sociedade democrática.
Por este rumo podemos chegar sem perceber ao desaparecimento da soberania individual e a uma forma disfarçada de ditadura. E as ditaduras, como sabemos, são para os cidadãos infinitamente mais mortíferas do que os piores entorpecentes.
Fonte: Estadão
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Polêmica desnecessária....

Mudança causa desconforto, logo, era óbvio que uma descomunal polêmica aconteceria em Palotina. Um acordo de “cavalheiros” firmado entre ACIPA e Sindicato dos Empregados propôs aos comerciantes manterem aberto o comércio no segundo sábado de cada mês até às 16h. Lembro-me, a medida é facultativa - significado da palavra - “Que se pode fazer ou não, que não é obrigatório”.
Mesmo assim, por falta de polêmicas em Palotina, o assunto vigorou e gerou pauta nas conversas mais informais, transgredindo, é claro, para a mídia. Neste ponto, foi feito um abaixo assinado que conteve 200 assinaturas (não cheguei a ver esse documento, mas deu um ti-ti-ti por causa dele). Em seguida o Sindicato rompeu com a ACIPA e desfez publicamente o acordo desobrigando funcionários de trabalharem neste período.
A ACIPA, através da presidente, apresentou através de ofício o seu posicionamento: “O empresário que quiser manter seu estabelecimento aberto aos sábados da forma inicialmente sugerida, poderá fazê-lo, desde que não conte com mão de obra de terceiros, frise-se que não compete a ACIPA obrigar ou proibir a abertura do comércio no 2° sábado de cada mês.””
O comunicado dizia ainda que esta era uma tentativa de inovação e empreendedorismo, visando atrair a atenção do consumidor para o comércio local e gerar novas oportunidades de lucratividade para as empresas, a exemplo de municípios vizinhos.
Pare e pense:
- a medida é facultativa;
- dia 14 de novembro é o vestibular da UFPR, mais de mil alunos de outras cidades virão a Palotina, como a prova é de manhã a maioria vem no sábado a tarde para cá. O que eles terão pra fazer na cidade?
- promover coquetéis e promoções em dias diversificados atraem a freguesia;
- quantos não vão ao PY aos sábados a tarde?
- é apenas 1 vez por mês – 2h30min a mais de horas extras;
É certo que meu cargo na ACIPA pesa um pouco nas minhas palavras sob o assunto e nem pretendo condenar ninguém por pensar diferente. Apenas quero expor uma situação interessante do empresário oferecer algo a mais para os clientes. Não custa tentar, como é FACULTATIVO, se não for viável não precisa abrir. A presente questão instiga a concorrência, temida por muitos que não se atualizam.
Mas, como toda mudança causa desconforto, discussões acaloradas ainda acontecerão.
Porém, vale a pena insistir em algo que futuramente possa fazer a diferença para o desenvolvimento local.




































